terça-feira, 29 de maio de 2012

Texto do ato na 12a. Delegacia de Polícia - Copacabana


Ato contra a violência institucional contra as vítimas de violências sexuais e de gênero. 

“A violência vem acompanhando a humanidade ao longo de sua história. Atualmente, violência, em seu sentido mais usual, significa empregar a força física, intimidar, subjugar, constranger, obrigar alguém a fazer algo que não está com vontade, impedir alguém de manifestar seu desejo e vontade, cercear a liberdade, coagir, violar os direitos das pessoas, ofender a integridade física, sexual e psicológica.” (Janize Luzia Biella)

“Sou ave de rapina/ Sou mulher e sou menina/ Sou a puta da esquina/ Sou vício de maconha e cocaína. // Já fui um medo que quase me assassina/ Mas não sou o que você acha/ Nem o que me ensina” (Eu não quero mamar, Réca Polleti)

“Digo que não sou o Alpha nem o Ómega, nem qualquer coisa de intermédio. Sou a vocação de minha própria vontade. Sou a minha própria trindade. A sempre possibilidade. Digo que sou uma valência do futuro e o meu corpo aberto há-de ser um dia.” (Ana B. Pereira)


Seja durante o dia ou durante a noite, não importa a roupa que escolhemos utilizar, encarar as ruas e avenidas das cidades ainda nos é hostil. Até quando nos sentiremos vulneráveis ao andar pelas ruas sozinhas? Até quando precisaremos perguntar aos noss@s amig@s, irmãos e companheir@s se eles podem nos acompanhar até o ponto de ônibus? Até quando precisaremos de policiais para tomar conta das nossas vidas e das vidas d@s outr@s a fim de não sermos violentadas, seja dentro de casa, nos campos ou cidades? E, se optarmos por pedir ajuda à polícia, até quando seremos agredidas dentro das delegacias? Aliás, até quando teremos a própria policia como agressora?

Segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), as denúncias de estupro aumentaram em 25% no Rio de Janeiro em 2010, somando mais de 4.500 casos ao longo do ano, 12 estupros por dia. Isso sem falar naqueles que nem são denunciados! Se por um lado isto reflete que mais mulheres passaram a reconhecer situações de violência, sem se sentirem envergonhadas ou responsáveis por isto, por outro percebemos que ainda estamos longe da sociedade que almejamos, na qual seremos tratadas com respeito a nossa autodeterminação e a nossa integridade física. Estamos cansadas de nos esforçarmos para evitar o estupro; está na hora de os homens aprenderem a não estuprar!

Quando chegamos às delegacias para fazer o registro de algum tipo de violência, ao invés de termos um atendimento digno independente de nossa situação econômica, cor, orientação sexual, profissão ou idade, diversas vezes somos discriminadas ou culpabilizadas pela própria violência que sofremos. Por vezes aqueles que nos atendem chegam a dizer que fomos violentadas porque estávamos usando uma roupa curta ou que “fomos assediadas porque somos bonitas”: a violência não pode ser tratada como um elogio à beleza ou como motivo de piadas, pois ela nos machuca diariamente, corroendo e destroçando nossos corpos e mentes. Assim, diversas vezes saímos das delegacias ainda mais fragilizadas, após termos ouvido que somos nós as culpadas!

E como se não bastasse, por diversas vezes ainda são os policiais os culpados pelas nossas agressões e estupros! Notícias que relatam histórias de violência policial a prostitutas, casais homossexuais ou a mulheres em situação de vulnerabilidade sempre nos chocam, mas não são casos isolados, não estão desassociados da forma como somos tratad@s diariamente pela polícia. E é por isso que estamos aqui, para denunciar a forma como somos tratadas nas delegacias! Para denunciar as cantadas que temos de ouvir de policiais nas ruas! Para denunciar as agressões que homossexuais e travestis sofrem da própria polícia! Para denunciar toda a violência institucional que sofremos!

Não temos direito às ruas! Se não podemos transitar livremente sem nos sentirmos ameaçadas, isto não é apenas uma violação ao direito de ir e vir, mas também do direito à cidade e tudo que ele inclui, como o direito ao trabalho, à escola e ao lazer. Quem precisa sair de casa de madrugada para estudar ou trabalhar, sofre constantemente com o perigo de ser violentada. Quantas companheiras já tiveram que deixar seus empregos porque passaram por situações traumáticas de violência?!  

Nos dizem que somos livres, mas é mentira, ninguém é livre quando vive com medo. E para nós não existem lugares seguros. Além da violência das ruas, da violência das instituições, ainda temos a violência dos nossos companheiros e companheiras, dos nossos pais e parentes próximos. Para nós, a violência começa dentro de casa, quando as pessoas em quem deveríamos confiar nos violentam, nos mantendo em silêncio e nos obrigando a fazer tarefas domésticas ou mesmo quando nos dizem desde crianças: “não volte tarde, se alguém mexer com você, corra e grite”. Mas nem sempre podemos correr ou gritar e não é nossa culpa. Se somos entendidas como seres passivos, à espera de uma violação, como poderemos nos proteger e nos construir como pessoas autônomas se não partindo de um entendimento do nosso próprio poder? Fomos desapropriadas de nós mesmas e vamos fazer isso parar!

Não aceitamos mais que nos culpem pela violência que sofremos! Nenhuma mulher, nenhuma trans, nenhum gay merece apanhar! Nenhuma mulher foi estuprada porque estava bêbada ou por causa da roupa que usava! Ninguém merece ter menos direitos porque é prostituta! Nenhum gay precisa tomar jeito e virar homem! Nenhuma lésbica precisa ser estuprada, corrigida! Nenhuma trans precisa tomar vergonha na cara! Não estamos errad@s! Não vamos mudar! A forma como nos veem e nos tratam é que deve mudar! E estamos aqui para fazer com que mude!

Viemos avisar que não aceitamos uma sociedade onde os serviços públicos só existem para alguns, onde ser bem atendida, não ser discriminada, inclusive pela polícia, é um privilégio! Viemos dizer que somos todas vadias, somos todos viados, somos todas negras e todos negros, somos todas travestis, e exigimos uma sociedade que nos aceite!



Marcha das Vadias - Rio de Janeiro

quarta-feira, 16 de maio de 2012

MANIFESTO CURTO DA MARCHA 2012


Manifesto
Marcha das Vadias do Rio de Janeiro - 2012

A Marcha das Vadias é uma manifestação plural, autônoma e independente de qualquer outro movimento social organizado, partido político, sindicato ou instituição governamental. No próximo dia 26 de maio, denunciaremos os abusos e absurdos que enfrentamos cotidianamente pelo simples motivo de usufruirmos do nosso direito constitucional à LIBERDADE!

No Rio de Janeiro, marcharemos novamente em 2012 porque a cada dia são registrados pelo menos 13 casos de mulheres e meninas ESTUPRADAS, a maioria negras, somando até, o dia da nossa Marcha em 2012, mais de DUAS MIL mulheres sexualmente violentadas somente na cidade do Rio de Janeiro, e sabemos que ainda há várias mulheres e meninas cujos casos desconhecemos. Marcharemos, mais uma vez, porque ainda há quem ache engraçado fazer PIADAS sobre estupro! Marcharemos porque muitas de nós dependemos do precário sistema de transporte público do Rio de Janeiro, que nos obriga a andar longas distâncias, sem qualquer iluminação para proteger as várias mulheres e meninas que são violentadas ao longo desses caminhos. Marcharemos de novo porque foi preciso a criação de vagões femininos no trem e no metrô para que não fossemos sexualmente assediadas durante o uso desses transportes.

Marcharemos sobre o Rio de Janeiro porque o sistema social em que vivemos vincula a mulher e o feminino aos espaços privados e a características como fragilidade, passividade, submissão, delicadeza, enquanto ao homem e ao masculino é consagrado o lugar da superioridade, força e poder, legitimando a violência física, psicológica, econômica, institucional, verbal e simbólica contra nós, mulheres, e todos os demais sujeitos e sujeitas a quem não se atribuem o status de “homens” por causa de suas características físicas, psíquicas ou sexuais.

Marcharemos porque milhares de mulheres morrem todos os anos no Brasil devido às condições precárias em que são realizadas as interrupções voluntárias de gestações não desejadas, ou ABORTOS CLANDESTINOS, prática considerada como crime no Brasil em função de valores conservadores de uma sociedade patriarcal e machista que insiste em controlar tudo o que se passa com os corpos das mulheres. Marcharemos por um sistema de saúde que considere as mulheres como seres humanos completos, e não como simples receptáculos de fetos, a quem sequer são oferecidas as condições dignas de planejamento familiar. Marcharemos pelo ABORTO LEGAL, GRATUITO E SEGURO no Brasil.

Marcharemos, ocuparemos as ruas, para mandar um recado claro a parlamentares e ocupantes de altos cargos do poder executivo no Brasil, como a Presidenta Dilma: queremos a revogação dA MEDIDA PROVISÓRIA 557 DE 26 DE DEZEMBRO DE 2011, assinada no apagar das luzes para o recesso parlamentar e de cerca de 90% do povo brasileiro, instituindo o CADASTRO NACIONAL DE GESTANTES. Esta é uma medida inaceitável de vigilantismo e criminalização dos corpos das mulheres, disfarçada de enfrentamento à mortalidade materna. Esse problema já era enfrentado com muito mais eficácia por programas anteriores do Ministério da Saúde, como o Programa de Atenção Integral à Saúde da Mulher – PAISM.

Marcharemos sobre Copacabana contra a exploração sexual de crianças e adolescentes, especialmente em contexto de turismo sexual e mega-eventos como a Copa do Mundo de Futebol, o Encontro Mundial da Juventude Católica e os Jogos Olímpicos, previstos para 2012, 2013 e 2014 na cidade do Rio de Janeiro.

Marcharemos também, e mais uma vez, pela regulamentação da profissão de prostituta, atividade já reconhecida pelo Código Brasileiro de Ocupações. Defendemos que as e os profissionais do sexo possam exercer esta atividade profissional de forma livre, segura e espontânea, livres do estigma, da discriminação e das extorsões e abusos cometidos em função da marginalidade da profissão, seja por cafetões, cafetinas, milícias ou pelas forças policiais.

Marcharemos para que o Brasil inteiro aprenda a respeitar as diferentes formas de amar, sentir prazer, constituir família e relacionar-se com o próprio corpo. Vamos às ruas pelo fim da homofobia, da lesbofobia, da transfobia e de todas as formas de sexismO E DE RACISMO especialmente nos espaços educacionais, para que não se perpetuem as práticas de coerção, violência e abusos. Marcharemos para que todas e todos tenhamos o direito à crença, mas para que nenhuma fé se sobreponha a outra ou dite regras sobre nossas escolhas e nossos corpos!

Marchamos porque ousamos ser socialmente iguais, humanamente diferentes e completamente livres! Marcharemos, agora e sempre, até que TODAS SEJAMOS REALMENTE LIVRES!


Marcha nacional das vadias no rio de janeiro
26 de maio de 2012, 13h, posto 4 – Copacabana

COMUNICADO E MANIFESTO DA MARCHA DAS VADIAS DO RIO DE JANEIRO


COMUNICADO E MANIFESTO DA
MARCHA DAS VADIAS DO RIO DE JANEIRO
POSTO 4 DE COPACABANA – 13H
26 DE MAIO DE 2012


No dia 26 de maio, realizaremos a 2ª Marcha das VADIAS- RJ, e desta vez será Nacional! Várias cidades brasileiras marcharão no dia 26 de maio de 2012 para defender bandeiras feministas contra o sistema patriarcal e racista, que privilegia o masculino sobre o feminino e o branco sobre o negro.

No Rio de Janeiro, elaboramos um Manifesto com as principais questões que serão abordadas e discutidas neste ano. Entendemos que ainda existem dúvidas, resistências e aversões à Marcha das VADIAS, mas antes de “atirar a primeira pedra”, leia e escute o que temos a dizer.

Por que “VADIAS”? Entenda o nome da Marcha!

A Marcha das VADIAS (Slutwalk, em inglês) teve origem no Canadá, a partir da declaração de um policial que afirmou em uma palestra na Universidade de Toronto que “se as mulheres não se vestissem como VADIAS, elas não seriam estupradas”. O fato repercutiu internacionalmente e desde então a Marcha ocorre em diversas cidades do mundo inteiro! Este nome se manteve por todas as pessoas que foram aderindo ao movimento para opor-se principalmente à violência contra as mulheres, seja ela física, psicológica, verbal ou simbólica. Sobretudo as agressões relacionadas ao controle e desrespeito à nossa sexualidade. Atualmente outros temas estritamente vinculados com a violência sexual também foram acrescentados à discussão como, por exemplo, o aborto, o tráfico de pessoas, a pedofilia e a exploração sexual.

Manifesto estendido da Marcha das VADIAS
Rio de Janeiro

A Marcha é uma manifestação plural, autônoma e independente de qualquer movimento, governo, partido, sindicato, bandeira, etc. Dia 26 de maio denunciaremos os abusos e absurdos que enfrentamos cotidianamente pelo simples motivo de querermos SER LIVRES! Priorizamos a participação real das pessoas com faixas, imagens, cartazes que expressem os anseios em torno dos temas e da luta da Marcha das VADIAS.

Os 5 desafios da Marcha das VADIAS:

1 - Contra a Violência de Gênero
As VADIAS entendem que os gêneros feminino e masculino são construções sociais formadas através de discursos e práticas culturais e políticas específicas. O sistema social sob o qual vivemos associa a mulher ao espaço doméstico e privado e vincula o gênero feminino a características como fragilidade, docilidade, passividade e delicadeza. Já ao gênero masculino atribuem-se aspectos como a força, a coragem, e a inteligência. Ao homem é consagrado o lugar de reverência e o status de superioridade. Isso também se relaciona com uma visão racista do mundo, onde as pessoas negras sofrem de uma constante desvalorização e exploração física, simbólica, econômica e sexual.  Estas concepções se baseiam numa lógica capitalista, patriarcal, machista, racista e heteronormativa, em que nos obrigam a fazer parte de uma dessas categorias a partir das nossas características físicas. Nossa existência não pode ser aprisionada a estéreis divisões binárias de gênero e poder! Não aceitamos a violência física, psicológica, econômica, jurídica, verbal e simbólica contra as pessoas que se insurgem à essa lógica e se permitem serem mais! Queremos respeito às diversas formas de se relacionar e agir no mundo. Ousamos ser socialmente iguais, humanamente diferentes e completamente livres!

2 - Pela Autodeterminação Reprodutiva e do Direito a Decidir sobre o próprio corpo (Aborto)

VADIAS entendem que nosso corpo é território nosso! Defendemos a autodeterminação reprodutiva e acompanhamento humanizado em caso de uma gravidez indesejada. Queremos mais do que direitos reprodutivos: lutamos pelo respeito às mulheres. Festejamos a decisão do STF a respeito da descriminalização da interrupção legal da gravidez de fetos anencefálicos, mas insistimos que a discussão sobre continuar ou não uma gravidez não é só uma importante questão de saúde pública, mas também um direito que deve ser garantido para todas as mulheres. Desta forma o aborto – ou a interrupção voluntária da gestação, como preferimos chamar – que seja legal, gratuita e segura é uma medida que o Estado laico brasileiro deve garantir a todas nós!

3 – Contra a MEDIDA PROVISÓRIA N°557, DE 26 DE DEZEMBRO DE 2011.

No governo da primeira presidenta do Brasil vivenciamos um dos maiores retrocessos na política pública voltada no campo da saúde das mulheres! A Medida Provisória N°557, assinada sorrateiramente em 26 de dezembro de 2011, determina o cadastro compulsório de todas as gestantes e puérperas. A medida, vigilantista e criminalizadora das mulheres, determina que todos os estabelecimentos de saúde são obrigados a manter um sistema informatizado com seus dados, diagnóstico e o projeto terapêutico definido e executado para cada gestante, além de fornecer a documentação necessária para investigação das causas de óbito de mulheres gestantes, parturientes e fetos, sempre que solicitada pelas autoridades sanitárias. Isto representa a quebra de sigilo entre médico e paciente, ou a violação do direito à privacidade e ao sigilo dos dados, e a drástica redução da autonomia das mulheres sobre os seus corpos. Além disso, o texto da medida estabelece direitos civis ao embrião ou feto, em detrimento dos direitos das mulheres – e isso é inconstitucional! Com esta medida provisória, elaborada e assinada sem um debate político democrático com a sociedade, que entrou em vigor com força de lei em pleno recesso parlamentar e depende apenas da aprovação de uma das casas legislativas para tornar-se lei, o poder executivo brasileiro presta um desserviço ao avanço no campo da garantia de direitos para as mulheres.

4° desafio – Contra a exploração sexual de menores e adolescentes e pelo reconhecimento legal da profissão de prostituta.

Nós, VADIAS, somos contra qualquer tipo de exploração, escravização e tráfico de adultos, adolescentes e crianças, sendo conscientes de que ela tem atravessado sobretudo a vida de meninas e mulheres negras. A prostituição (trabalho sexual) de pessoas maiores de 18 anos não é ilegal- é inclusive reconhecida através do artigo 5198-05 da Classificação Brasileira de Ocupações, mas é importante que @s profissionais exerçam essa atividade de forma livre, segura e espontânea. A prostituição deve ser entendida e respeitada como mais uma profissão, e o Estado deve garantir as condições para o seu exercício com dignidade. As prostitutas fazem parte do mercado de trabalho e como qualquer pessoa, elas oferecem serviços que alguém deseja e paga. Reivindicamos o uso do termo VADIA na nossa Marcha, pois acreditamos que ele é usado na sociedade brasileira como um conceito pejorativo, para nomear as prostitutas ou a outras mulheres que decidem usar seus corpos de maneiras distintas das formas pré-estabelecidas pelas configurações sócio-políticas de gênero. Então, se ser livre é ser VADIA, somos todas VADIAS!  Nós não queremos apenas ousar SERMOS LIVRES, queremos dignidade, direitos e garantias para o exercício pleno da nossa cidadania.

 5° desafio – A favor da diversidade sexual
A heterossexualidade compulsória também faz parte da violência de gênero, pois obriga todas as pessoas a amar de uma determinada forma; sentir prazer de uma determinada forma; constituir uma família de determinada forma... Acreditamos que o Brasil precisa respeitar a diversidade sexual em todos os espaços, especialmente dentro do sistema educativo, onde os preconceitos sobre gênero, sexualidade e etnia continuam perpetuando práticas de coerção, violências e abusos. Independente das nossas crenças religiosas e/ou espirituais, não queremos que nenhum grupo religioso decida sobre as nossas escolhas afetivas e sexuais!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012


Olá, vadi@s!

Teremos uma nova edição da Marcha das Vadias neste ano, e será nacional (outras cidades farão no mesmo dia e hora),  ainda não temos data definida, mas faremos uma reunião dia 15 de fevereiro de 2012 para definirmos.



Quando tivermos mais detalhes, informamos a vocês.
Contamos com a colaboração e participação de tod@s!


Marcha das Vadias Rio 2012.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Alguns vídeos da Marcha "SlutWalk" que se espalhou pelo mundo


http://youtu.be/JTMDcccNHDI

Toronto (Canadá)
http://youtu.be/Vw2wUf9WvGI

Vancouver (Canadá)
http://youtu.be/LSgGlsKe-fw

Ottawa (Canadá)
http://youtu.be/qoQX6frJTwo

Saskatoon (Canadá)
http://youtu.be/Dr3dZPcT-4A

Sackville (Canadá)
http://youtu.be/mVAF8bQr6EA

Hamilton (Canadá)
http://youtu.be/-ENk3vgS7To

Montreal (Canadá)
http://youtu.be/NCqqTYxkuJM

Brisbane (Austrália)
http://youtu.be/ziIZQ9fl7lU

Melbourne (Austrália)
http://youtu.be/514qQN4U2es

Sydney (Austrália)
http://youtu.be/xFn2ZNFSGH8

Adelaide (Australia)
http://youtu.be/EPOL305-KTo

Auckland (N. Zelândia)
http://youtu.be/Dr3dZPcT-4A

Aoteoroa - Wellington (N. Zelândia)
http://youtu.be/0U_Lgp6fNaA

Copenhagen (Dinamarca)
http://youtu.be/s3jx4WK7wts

Londres (Inglaterra)
http://youtu.be/8ol9u8cJU8g

Manchester (Inglaterra)
http://youtu.be/EBTqRRDlNik

Newcastle (Inglaterra)
http://youtu.be/EAy26lIQ0nU

Cardiff (Inglaterra)
http://youtu.be/ERTpyyWkHaw

Edinburgo (Escócia)
http://youtu.be/--fThcMp3VU

Glasgow (Escócia)
http://youtu.be/r0sOkXBajhM

Boston (EUA)
http://youtu.be/Y9xZpLvx3yw

Houston (EUA)
http://youtu.be/9sVUoWmLpUk

San Diego (EUA)
http://youtu.be/tbmIF3N-QQY

Tucson (EUA)
http://youtu.be/EJ48A8CBu6w

Asheville (EUA)
http://youtu.be/HQ27LeAZOus

Dallas (EUA)
http://youtu.be/N7JkfZHufDo

San Luis Obispo (EUA)
http://youtu.be/qNgY-ORmLqc

Los Angeles (EUA)
http://youtu.be/mN2ZJ_02FwY

Denver (EUA)
http://youtu.be/Y4qOzAeI824

Chicago (EUA)
http://youtu.be/TBpQaYCMdSs

Seattle (EUA)
http://youtu.be/-oCw94c8fGM

Austin (EUA)
http://youtu.be/goKC9UEGxns

Lisboa (Portugal)
http://youtu.be/H-2IArWWWok

Amsterdan (Holanda)
http://youtu.be/1DVacAIuLr4

Nova Delhi (India)
http://youtu.be/4e3mPpLe7bE (convocação)

México DF
http://youtu.be/LnrDhzHPGP4

Tegucigalpa (México)
http://youtu.be/wqmqdMDKdtc

Managua (Nicaragua)
http://youtu.be/6-6BeOUNGew

e pelo Brasil....

Belo Horizonte
http://youtu.be/A05yGwJAD44

Brasília
http://youtu.be/JNZpxU82gAI

Florianópolis
http://youtu.be/ARVZm2AzX_Q

Fortaleza
http://youtu.be/Yvi2YAoFIjQ

Recife
http://youtu.be/WunFdSbCZfU

Rio de Janeiro
http://youtu.be/iWf9Tnn5KOU
http://youtu.be/4QKH-ruXLb0

Salvador
http://youtu.be/gvX-PP031e8
http://youtu.be/ji2nbszuxdQ

São Paulo
http://youtu.be/1TBQiHb4j00
http://youtu.be/nqY-Qpc1gQM

OPINIÃO - SOBRE A MARCHA SLUTWALK

"Slut Walk" e o Feminismo moderno - Heather Jarns (co-fundadora da marcha Canadá), Kate McPherson (York University), Jaelyn Fiedman (Women, action & the midia), Susannah Breslin (jornalista), Gail Dines (Wheelock College, MA)
http://youtu.be/ol-ND8oQREc


Créditos:
COMExpFeminista do PT

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Poética Feminista

Estou farta do direito comedido
Do direito bem comportado
Do direito magistrado,
católico,
com manifestações de apreço ao Bispo de Guarulhos
e à sua estúpida fala sobre vaginas e canetas

Do direito que pára e vai averiguar o significado que dá a cartilha do conservadorismo
De resto não é Direito
Será tabela matemática, espartilho positivista que se coloca como letra fria
Que entra como um punhal na carne de minhas companheiras... e as recorta
Cem formas com modelos para mulheres honestas para agradar a moral e os bons costumes

Quero antes o Direito das Madalenas
O Direito das mulheres que dançam, riem e trepam
O Direito feito no meio do amor orgasticamente
Não quero mais saber do Direito que não é libertação

Autora Diana Melo